Relação 18:3n3/18:2n6 sobre a digestibilidade de ácidos graxos em pacu

Autores

  • Julio Guerra SEGURA Departamento de Zootecnia, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, Universidade de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-6418-3489 (não autenticado)
  • João Carlos CAMPANHARO Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho
  • Kátia Rodrigues Batista DE OLIVEIRA Centro de Aquicultura da UNESP, Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho
  • Mariene Miyoko NATORI Departamento de Zootecnia, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, Universidade de São Paulo http://orcid.org/0000-0003-0471-0096 (não autenticado)
  • Adja Cristina Lira DE MEDEIROS Departamento de Zootecnia, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, Universidade de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-1787-9862 (não autenticado)
  • Elisabete Maria Macedo VIEGAS Departamento de Zootecnia, Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos, Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n2p222

Palavras-chave:

Piaractus mesopotamicus, ácido alfa linolênico, óleo de linhaça, ômega-3, aquicultura, raçí­µes vegetais para organismos aquáticos

Resumo

O objetivo do presente trabalho foi determinar o efeito de dietas com relações 18:3n3/18:2n6 de: 2,98; 1,68; 1,03; 0,61 e 0,35 (tratamentos 1 a 5 respectivamente) sobre o coeficiente de digestibilidade aparente (CDA) dos ácidos graxos em dietas vegetais para juvenis de pacu (Piaractus mesopotamicus). Dezoito grupos de 16 peixes cada um foram alimentados por 34 dias com dieta controle contendo óleo de tilápia como único ingrediente de origem animal (tratamento 6). Numa segunda fase, durante 72 dias, cada dieta foi fornecida a três grupos aleatórios e, finalmente, determinados os CDAs dos ácidos graxos. A dieta controle resultou em maiores CDAs de ácidos graxos saturados (97,3%) e monoinsaturados (98,24%), e o tratamento 1, em maiores CDAs de poli-insaturados (99,25%) e 18:3n3 (99,83%). O CDA de 18:3n3 variou de forma decrescente, de acordo com a variação da relação 18:3n3/18:2n6 e foi sempre superior ao CDA do 18:2n6, apesar da ação não especí­­fica das lipases. Conclui-se que o CDA dos ácidos graxos, ou de grupos deles, aumenta com a elevação do grau de insaturação do ácido e da concentração deste na dieta e que a fluidez do óleo afeta o CDA de 18:3n3 - ALA e não o de 18:2n6 - LA, quando estes são os únicos ácidos graxos poli-insaturados do alimento.

 

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Publicado

2017-06-15

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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