Micobacteriose em camarão branco do Pací­­fico, Litopenaeus vannamei

Autores

  • Virgínia Fonseca PEDROSA Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande, Laboratório de Imunologia e Patologia de Organismos Aquáticos http://orcid.org/0000-0003-3353-1994 (não autenticado)
  • Wilson WASIELESKY Júnior Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande, Laboratório de Carcinocultura http://orcid.org/0000-0002-7267-4755 (não autenticado)
  • Marta da Costa KLOSTERHOFF Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande, Laboratório de Imunologia e Patologia de Organismos Aquáticos
  • Luis Alberto ROMANO Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande, Laboratório de Imunologia e Patologia de Organismos Aquáticos
  • Gabriele Rodrigues de LARA Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande, Laboratório de Carcinocultura

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n2p291

Palavras-chave:

Mycobacterium marinum, Litopenaeus vannamei, granuloma, zoonose, Fite-Faraco, hibridização in situ

Resumo

A infecção por Mycobacterium spp. tem sido constatada em diversos vertebrados, ocasionando doenças em humanos e animais. As espécies responsáveis pela ocorrência de micobacteriose em peixes, a saber, Mycobacterium marinum, M. fortuitum e M. chelonae, também são potencialmente infecciosas para os camarões peneí­­deos. A micobacteriose que afeta crustáceos corresponde a uma enfermidade sistêmica, granulomatosa, possuindo como agente etiológico bacilos Gram positivos ácido-álcool resistentes. Relata-se neste trabalho a ocorrência de micobacteriose em camarões da espécie Litopenaeus vannamei, sendo identificada a bactéria M. marinum nas amostras teciduais analisadas. Durante a manutenção de juvenis da espécie foram observadas lesões enegrecidas no sexto segmento abdominal de 20 espécimes. A partir das técnicas de Fite-Faraco e Fluorescence In Situ Hybridization (FISH) foi identificado o patógeno, representando uma doença bacteriana com potencial zootécnico que ocorre em ambientes aquáticos, acarretando riscos de contaminação tópica em pessoas envolvidas na manipulação de camarões.

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Publicado

2017-06-15

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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