ESTUDO COMPARATIVO DE QUATRO PROTOCOLOS DE EXTRAÇÃO DE DNA DO Mí­Å¡SCULO ADUTOR EM MEXILHÃO DOURADO (Limnoperna fortunei)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2018.44.4.365

Palavras-chave:

biologia molecular, fenol/clorofórmio, NaCl, molusco, SDS/Proteinase K, Trizol

Resumo

O mexilhão dourado, Limnoperna fortunei é um molusco originário do sudeste da Ásia, altamente invasor em paí­­ses Sul-Americanos como Brasil, Uruguai e Argentina. Para compreender melhor o comportamento biológico da espécie e criar alternativas de controle é indispensável a realização de estudos genéticos, onde a otimização dos procedimentos de isolamento do DNA é fundamental. O objetivo desse estudo foi obter um protocolo simples, reproduzí­­vel, não contaminante e barato para a extração do DNA de L. fortunei. Foram comparados quatro protocolos experimentais de extração de DNA, utilizando como material biológico o músculo abdutor: extração por SDS e proteinase K (P1), extração por SDS, proteinase K e fenol (P2), extração por Trizol (P3) e extração por NaCl (P4). A quantificação (ng μL-1) e a pureza (260/280 nm) do DNA foram obtidas por espectrofotometria. A integridade e a amplificação do DNA foram verificadas através de eletroforese e PCR, respectivamente. P1 demonstrou baixas concentrações e ausência de DNA nas amostras, identificado pela quantificação e teste de integridade. P2 apresentou baixa eficácia, visualizada pela ausência de DNA na maioria das amostras na eletroforese. Por outro lado, P3 exibiu sinais de contaminação por proteí­­nas, identificado pela razão de absorbí­¢ncia <1.8 e pela baixa qualidade da eletroforese. Finalmente, P4 mostrou um padrão na formação das bandas, absorbí­¢ncia entre 1,8 í  2,0 e sucesso na amplificação pela PCR. Conclui-se que o protocolo de extração P4 mostrou-se como um método prático, rápido, não contaminante e eficiente para obtenção do DNA de L. fortunei.

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Publicado

2018-12-27

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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