Exposição rotineira aos procedimentos biométricos na piscicultura revela diferenças na resposta ao estresse em tambaqui e hí­­brido tambatinga

Autores

  • Thayssa Cristina Hortences de MORAES Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal
  • Celma Maria FERREIRA Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Faculdade de Agronomia e Zootecnia
  • Kamyla Fernanda da Silva GAMA Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Faculdade de Agronomia e Zootecnia
  • Márcio Aquio HOSHIBA Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Faculdade de Agronomia e Zootecnia
  • Jayme Aparecido POVH Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia http://orcid.org/0000-0003-3315-018X (não autenticado)
  • Janessa Sampaio de ABREU Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Faculdade de Agronomia e Zootecnia http://orcid.org/0000-0002-2129-2538 (não autenticado)

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2017.1.10

Palavras-chave:

Colossoma sp, cortisol, hematologia, manejo, peixes, Piaractus sp

Resumo

Foram avaliadas as respostas fisiológicas de estresse de tambaqui e hí­­brido tambatinga quando submetidos a práticas rotineiras em sistema de criação, como a realização periódica de biometrias. Por 270 dias de cultivo, os peixes foram submetidos a biometrias mensais e, ao final do perí­­odo, o sangue foi colhido em seis tempos de amostragem (antes; imediatamente após; e 2, 24, 48 e 72 h após a biometria) para avaliação de indicadores fisiológicos de estresse. Tambatinga é mais susceptí­­vel ao estresse, pois apresentou maiores ní­­veis de cortisol e glicose na corrente sanguí­­nea após manejo e levou mais tempo para recuperar seu estado fisiológico basal para estes parí­¢metros. Contudo, os baixos ní­­veis de cortisol observados para ambos sugerem que os peixes estavam familiarizados ao manejo biométrico, resultando em resposta menos intensa. O manejo provocou aumento do volume celular dos eritrócitos do tambaqui, resultando em alteração no hematócrito e diminuição da concentração de hemoglobina. Hipocloremia foi verificada em ambos os peixes apenas 72 h após a realização do manejo. O manejo de biometria promove alterações hormonais, hematológicas e hidroeletrolí­­ticas no tambaqui e hí­­brido tambatinga, mas, quando adotado de forma rotineira, em intervalos regulares, provoca respostas de estresse de menor magnitude.

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Publicado

2017-12-14

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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