PRODUTIVIDADE DE JUVENIS DE TAMBAQUI SUBMETIDOS A CICLOS CURTOS DE RESTRIÇÃO ALIMENTAR E REALIMENTAÇÃO

Autores

  • Fabian Gustavo Barreto Roa Universidade Federal de Mato Grosso -  UFMT, Programa de Pós-graduação em Ciência Animal,
  • Sidney Santos Silva Universidade Federal de Mato Grosso -  UFMT, Faculdade de Agronomia e Zootecnia,
  • Márcio Aquio Hoshiba Universidade Federal de Mato Grosso -  UFMT, Programa de Pós-graduação em Ciência Animal
  • Luciana Kimie Savay da Silva Universidade Federal de Mato Grosso -  UFMT, Faculdade de Nutrição,
  • Adriana Fernandes de Barros Universidade do Estado de Mato Grosso -  UNEMAT, Departamento de Zootecnia
  • Janessa Sampaio de Abreu Universidade Federal de Mato Grosso -  UFMT, Programa de Pós-graduação em Ciência Animal

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.4.466

Palavras-chave:

economic analysis, feeding management, centesimal composition, blood parameters, fish farming, Colossoma macropomum

Resumo

Nesta pesquisa foi avaliado se ciclos curtos de restrição alimentar durante a recria de juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum) afetam o desempenho zootécnico e a sua produtividade em sistema semi-intensivo e se essa prática pode ser apresentada como alternativa para reduzir os custos de produção na fase de recria desta espécie. Os peixes (8,07 ± 0,07 g) foram submetidos í­Â  curtos perí­­odos de restrição alimentar em condições laboratoriais controladas (caixas experimentais) por 60 dias (Fase I) em três estratégias alimentares: alimentação diária (Controle); cinco dias de alimentação seguido de dois dias de jejum (5A/2J) e dois dias de alimentação seguido de quatro dias de jejum (2A/4J). Posteriormente, os peixes de cada um dos tratamentos (regimes alimentares) avaliados na Fase 1 foram transferidos para viveiro escavado, com baixa renovação de água e sem aeração suplementar (sistema semi-intensivo), onde foram alimentados continuamente por 65 dias (Fase II). Ao final de ambas as fases, foram avaliados parí­¢metros de desempenho, metabólicos, hematológicos, composição centesimal do filé e foi realizada análise econômica por meio do custo operacional total (COT) da produção nos diferentes regimes alimentares. Os ciclos de restrição alimentar 5A/2J e 2A/4J (Fase I) afetaram o desempenho dos peixes, que apresentaram menor ganho de peso diário e menor taxa de crescimento especí­­fico (TCE), resultando em menor í­­ndice viscerossomático (IVS) e menores medidas morfométricas. No entanto, a conversão alimentar aparente não diferiu entre os tratamentos. Os peixes restritos usaram triglicerí­­deos como fonte energética, mantendo as concentrações de glicose no sangue próximas í­Â s dos animais alimentados continuamente (controle). Quando passaram a ser alimentados diariamente por 65 dias (Fase II) equipararam parí­¢metros metabólicos (triglicerí­­deos) e hematológicos (hematócrito e hemoglobina) aos do grupo controle. No entanto, o peso final e medidas morfométricas foram menores quando comparado aos dos peixes não restritos, evidenciando crescimento compensatório parcial dos juvenis de tambaqui. Ciclos curtos de restrição alimentar aplicados na recria por 60 dias afetaram negativamente o desempenho e promoveram alterações metabólicas e hematológicas em juvenis de tambaqui (Colossoma macropomum). Embora estes ciclos curtos de restrição alimentar tenham proporcionado menor gasto com mão de obra e ração, os peixes nestas condições não se desenvolveram da mesma forma que os alimentados diariamente, resultando em menor biomassa produzida durante engorda em sistema semi-intensivo por 65 dias, o que levou a maior custo total operacional por grama de peixe produzido, evidenciando não ser uma prática viável economicamente para produção de juvenis de tambaqui.

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Publicado

2019-12-03

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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