Bioecologia do robalo-flexa, Centropomus undecimalis, em lagoa costeira tropical no norte do Brasil

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Palavras-chave:

biologia populacional, qualidade de água, sazonalidade

Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar a bioecologia do robalo-flexa, Centropomus undecimalis, capturado na Lagoa Salina, nordeste do Pará, no intuito de determinar a biologia populacional da espécie, associada í­Â s condições ambientais í­Â s quais está exposta. Mensalmente, ao longo de um ano, exemplares de robalo-flexa foram capturados com rede de emalhar e então determinados a estrutura populacional em comprimento e peso, a relação peso-comprimento, o perí­­odo de recrutamento, o fator de condição relativo e o estádio gonadal. Variáveis abióticas da água foram monitoradas e correlacionadas aos dados biológicos de 344 exemplares, cujo comprimento e peso total variaram de 3,4 a 29,6 cm e de 0,4 a 209,31 g respectivamente. O robalo-flexa apresentou crescimento alométrico negativo, obtido pela relação peso-comprimento (PT = 0,00088 CT 2,94). A distribuição mensal do comprimento total demonstrou que o recrutamento do robalo-flexa na lagoa ocorreu nos meses de março, maio e setembro/2007 e janeiro/2008. Os indiví­­duos analisados eram machos imaturos. Os valores do fator de condição relativo indicaram que o robalo-flexa apresentou boa condição nutricional, exceto em outubro. A salinidade, condutividade e pH apresentaram variação sazonal, bem como valores extremos. Porém, o robalo-flexa apresentou bom desenvolvimento, comprovando a plasticidade ecológica da espécie. A Lagoa Salina é um ecossistema importante no ciclo de vida do robalo-flexa, pois funciona como área de berçário.

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Publicado

2018-07-16

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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