Utilização de eugenol como anestésico em juvenis de Geophagus brasiliensis

Autores

Palavras-chave:

anestesia, cará, óleo de cravo, peixe

Resumo

O eugenol, substí­¢ncia ativa do óleo de cravo, tem demonstrado ser eficiente e seguro como anestésico para peixes. Neste estudo foram avaliados os efeitos de diferentes concentrações de eugenol na anestesia, tempo de recuperação, glicemia e percentual de hematócrito de cará (Geophagus brasiliensis). Concentrações de 50, 80, 100, 120, 150, 170 e 200 mg L-1 de eugenol foram avaliadas em relação aos tempos para atingir os diferentes estágios de anestesia e de recuperação, em desenho inteiramente casualizado (DIC), com 12 repetições. Os resultados foram analisados pelos testes de Kruskal-Wallis e de Dunn. As concentrações avaliadas produziram ação anestésica em perí­­odo de indução profunda de 172,57 ± 25 s (50 mg L-1) e no perí­­odo de total recuperação de 516,25 ± 102 s (200 mg L-1), com diferença estatí­­stica entre os tratamentos para todas as fases avaliadas. Foi avaliado o efeito do eugenol sobre a glicose no sangue e sobre o percentual de hematócrito, em 0 h após anestesia profunda, nas concentrações 0, 50, 80, 100, 150 e 200 mg L-1, em DIC com cinco repetições, e os resultados, avaliados através de ANOVA uma via. Não foram observadas diferenças estatí­­sticas significativas (P>0,05) para glicose e hematócrito. Todas as concentrações de eugenol avaliadas apresentaram eficiência como anestésico para G. brasiliensis e não afetaram a sobrevivência, a glicose sanguí­­nea e o percentual de hematócrito. Para minimizar efeitos adversos não avaliados e obter recuperação mais rápida, indica-se o uso de 50 a 80 mg L-1 de eugenol para juvenis de carás.

Downloads

Publicado

2018-11-20

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)