Percepção de pescadores do norte fluminense sobre a viabilidade da pesca artesanal com a implantação de megaempreendimento portuário

Autores

  • Camilah Antunes ZAPPES Bióloga, Professora Doutora em Ecologia e Recursos Naturais. Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, Departamento de Geografia de Campos, Laboratório de Geografia F-­­sica http://orcid.org/0000-0002-5486-6577 (não autenticado)
  • Pablo da Costa OLIVEIRA Aluno do Curso de Bacharelado em Geografia. Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências da Sociedade e Desenvolvimento Regional, Laboratório de Geografia F-­­sica.
  • Ana Paula Madeira DI BENEDITTO Bióloga, Professora Doutora em Biociências e Biotecnologia. Universidade Estadual do Norte Fluminense, Centro de Biociências e Biotecnologia, Laboratório de Ciências Ambientais http://orcid.org/0000-0002-4248-9380 (não autenticado)

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2016v42n1p73

Palavras-chave:

pescadores artesanais, porto logí­­stico, conhecimento pesqueiro tradicional, Rio de Janeiro

Resumo

O objetivo deste estudo é descrever a percepção de famí­­lias que dependem da pesca artesanal no norte fluminense em relação í­Â  influência do Complexo Logí­­stico Industrial do Porto do Açu (CLIPA) sobre esta atividade. Entre 2011 e 2015 foram realizadas 270 entrevistas etnográficas em Atafona, Barra do Açu e Farol de São Tomé, totalizando 90 entrevistas em cada localidade, 30 entre pescadores, 30 entre seus cônjuges e 30 entre seus filhos. Em Atafona e no Farol de São Tomé a pesca é principalmente marinha e na Barra do Açu é lacustre, envolvendo modalidades com redes, linhas e armadilhas. Os entrevistados relacionaram prejuí­­zos í­Â  pesca causados pelo CLIPA, mas a sobrepesca também foi apontada. Na Barra do Açu, a pesca é criticamente afetada pelo CLIPA, pois se localiza na área de influência direta do empreendimento. Os entrevistados sugeriram como soluções í­Â s interferências do CLIPA, a suspensão das restrições relacionadas í­Â  pesca e capacitação dos pescadores em outras atividades.

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Publicado

2016-03-30

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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