MATURAÇÃO OVARIANA DE Astyanax altiparanae APÓS DESOVA EM SISTEMA DE RECIRCULAÇÃO DE ÁGUA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2018.44.4.207

Palavras-chave:

desovas sucessivas, vitelogênese, estradiol, 17-hydroxiprogesterona

Resumo

Neste estudo, avaliamos a possibilidade de obtenção de desovas sucessivas de Astyanax altiparanae mantidos em biotério. Para isso, 104 indiví­­duos foram distribuí­­dos aleatoriamente em quatro caixas (10 fêmeas e 16 machos em cada) e mantidos a uma temperatura média de 29,24 ± 0,42°C, sob fotoperí­­odo natural, por 30 dias. No iní­­cio do experimento, machos e fêmeas foram induzidos í­Â  reprodução com uma dose de extrato de hipófise de carpa (6 mg kg-1). Posteriormente, amostras de ovário (para cálculo do í­­ndice gonadosomático e avaliação estereológica) e de sangue (para avaliação de esteroides) foram coletadas de oito fêmeas (duas por caixa) nos seguintes perí­­odos: imediatamente após a indução hormonal (dia 0) e 1, 6, 16 e 30 dias após a desova. No dia 6, as fêmeas desovadas já apresentavam ovários maduros completos similares aos descritos no dia 0. No dia 6 não foram mais observados complexos pós-ovulatórios, indicando que a sua reabsorção foi relativamente rápida. Concomitantemente, os ní­­veis de esteroides aumentaram gradativamente até o dia 6, corroborando uma atividade vitelogênica intensa neste perí­­odo. Neste estudo demonstramos que fêmeas de A. altiparanae apresentam-se aptas para indução hormonal seis dias após a reprodução, quando mantida a 29,24 ± 0,42 ° C, em um sistema mantido com água recirculada.

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Publicado

2018-12-25

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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