DESEMPENHO E INCIDí­Å NCIA DE ANOMALIAS ESQUELÉTICAS EM LARVAS DE PACU SOB DIFERENTES PROTOCOLOS DE TRANSIÇÃO ALIMENTAR

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.1.433

Palavras-chave:

Piaractus mesopotamicus, anomalias esqueléticas, transição alimentar, larvicultura intensiva

Resumo

A oferta inadequada do alimento durante a fase larval dos peixes, além de prejudicar o crescimento e a sobrevivência, podem causar anomalias esqueléticas, uma vez que nutrientes essenciais estão envolvidos na osteogênese. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos de dois perí­­odos de transição alimentar no crescimento, sobrevivência e na incidência de anomalias esqueléticas em larvas de pacu (Piaractus mesopotamicus) durante seu desenvolvimento inicial. Larvas com 5 dias pós-eclosão (dph) foram acondicionadas em tanques (100L), em uma densidade de 12 larvas L-1, durante 42 dias. O experimento foi conduzido em delineamento inteiramente casualizado e apresentou quatro tratamentos alimentares: (A) larvas alimentadas apenas com náuplios de artêmia; (D) larvas alimentadas apenas com dieta formulada; e dois tratamentos com diferentes perí­­odos de iní­­cio da transição entre alimento vivo e formulado, (W6) prematuro, aos seis dias de alimentação, e (W12) tardio, aos 12 dias de alimentação. Ao final do experimento, as larvas dos tratamentos A e W12 apresentaram médias de ganho em massa e sobrevivência maiores que as dos tratamentos W6 e D, no entanto a incidência de anomalias esqueléticas foi similar entre os tratamentos. Foi possí­­vel concluir que incidência de anomalias esqueléticas em larvas de P. mesopotamicus não foi associada aos protocolos de transição alimentar adotados nesse estudo e a transição alimentar tardia, aos 12 dias de alimentação, pode ser realizada sem comprometer o crescimento e sobrevivência das larvas.

Downloads

Publicado

2019-02-13

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)