FONTES DE LIPÍDIOS EM DIETAS PARA JUVENIS DE JUNDIÁ (Rhamdia quelen)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.2.465

Palavras-chave:

í­Âcidos graxos, aquicultura, nutrição de peixes, Rhamdia quelen

Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar diferentes fontes lipí­­dicas em dietas para juvenis de jundiá sobre o aspecto do desempenho produtivo, composição centesimal, histologia hepática, respostas bioquí­­micas e estresse oxidativo. Foram utilizados 300 juvenis com peso médio inicial de 18,45 ± 1,22g, distribuí­­dos em 20 tanques-rede de 1m3, dispostos em um tanque de alvenaria de 200 m2, por um perí­­odo de 90 dias. As dietas experimentais foram isoproteicas (29,05% de proteí­­na digestí­­vel) e isoenergéticas (3.250 kcal.kg-1), contendo diferentes fontes de óleos em sua composição: soja, girassol, peixe, canola e oliva na concentração de 3,0%. Os animais foram distribuí­­dos em um delineamento inteiramente aleatório, com cinco tratamentos e quatro repetições. Os dados foram submetidos a ANOVA, e quando significativa as médias foram comparadas por Tukey a 5% de significí­¢ncia.  O í­­ndice de gordura visceral foi maior para os peixes alimentados com dietas contendo óleo de girassol (P<0,05). Não foram observadas diferenças (P>0,05) para as variáveis de desempenho produtivo, composição centesimal e bioquí­­mica sanguí­­nea. Foi observado diferença (P<0,05) na histologia hepática, onde o tratamento com óleo de soja apresentou maior número de hepatócitos. Os animais alimentados com óleo de peixe apresentaram uma maior peroxidação lipí­­dica TBARS e maior atividade da enzima GST (P<0,05). Portanto, as diferentes fontes lipí­­dicas podem ser utilizadas na alimentação desta espécie sem que ocorram prejuí­­zos sobre o desempenho produtivo. Não se recomenda a inclusão de óleo de girassol, devido ao mesmo proporcionar uma maior deposição de gordura visceral.

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Publicado

2019-03-26

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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