IMPACTOS DA MARICULTURA SOBRE A ICTIOFAUNA BENTÔNICA DA BAÍA DO ITAGUÁ, UBATUBA, SUDESTE DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.4.500Palavras-chave:
environmental protection area, covo, Kappaphycus alvarezii, mariculture, Perna pernaResumo
Com o declínio dos estoques pesqueiros a aquicultura vem se desenvolvendo em todo o mundo. Considerando os possíveis conflitos existentes entre atividades produtivas e áreas de preservação ambiental, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito da maricultura sobre a ictiofauna local da Baía do Itaguá em Ubatuba, estado de São Paulo, Brasil, que está dentro da Área de Proteção Ambiental Marinha Litoral Norte. Para isto a comunidade de peixes foi avaliada em áreas com cultivo de mexilhões, macroalgas marinhas e áreas sem atividade de maricultura. Após seis meses de coleta foram capturados 230 indivíduos, de 19 espécies e 15 famílias. Não houve diferença na capturabilidade, riqueza, diversidade e equitabilidade entre as áreas. Entretanto, a composição das espécies da área com mexilhões foi distinta das demais. A área com mexilhões também apresentou quase o dobro de biomassa de peixes que o obtido nas demais áreas. Com base em nossos resultados podemos observar que a alteração ambiental gerada pelo cultivo de mexilhões é uma fonte de complexidade de habitat capaz de agregar a fauna marinha da região. Dessa forma, concluímos que a maricultura, em especial a mitilicultura, exerce um impacto positivo sobre a ictiofauna, podendo contribuir para a manutenção da biodiversidade nas áreas de preservação ambiental..







