Biologia populacional e reprodutiva do camarão sete-barbas na Baí­­a de Santos, São Paulo

Autores

  • Gisele Salgado HECKLER Doutoranda. Laboratório de Ecologia Marinha, Universidade de São Paulo
  • Sabrina Morilhas SIMÕES Pós-Doutoranda. LABCAM (Laboratório de Biologia de Camarí­µes Marinhos e de Água Doce), Universidade Estadual Paulista
  • Mateus LOPES Pós-Doutorando. LBSC (Laboratório de Bioecologia e Sistemática de Crustáceos), Universidade de São Paulo
  • Fernando José ZARA Professor Doutor. LMI (Laboratório de Morfologia de Invertebrados) e Centro de Aquicultura (CAUNESP), Universidade Estadual Paulista http://orcid.org/0000-0002-7664-7674 (não autenticado)
  • Rogerio Caetano da COSTA Professor Doutor. LABCAM (Laboratório de Biologia de Camarí­µes Marinhos e de Água Doce), Universidade Estadual Paulista http://orcid.org/0000-0002-1342-7340 (não autenticado)

Palavras-chave:

maturidade, reprodução, recrutamento, proporção sexual, Xiphopenaeus kroyeri

Resumo

Este trabalho investigou a maturidade sexual, o perí­­odo reprodutivo e o de recrutamento (ambos relacionados com a temperatura e a salinidade da água) e a proporção sexual de Xiphopenaeus kroyeri na Baí­­a de Santos, SP. Os camarões foram capturados mensalmente de junho de 2008 a maio de 2009 em quatro pontos de amostragem. Os indiví­­duos foram mensurados e analisados quanto ao sexo e o estágio de desenvolvimento reprodutivo foi determinado macroscopicamente. As fêmeas apresentaram valor médio de comprimento da carapaça (mm) superior ao dos machos e atingiram a maturidade fisiológica com valor maior, i.e., 25,5 mm para fêmeas e 16,8 mm para machos. O perí­­odo reprodutivo foi contí­­nuo, com maior proporção de fêmeas reprodutivas no outono. Apesar de não significativo, em fevereiro houve um pico de fêmeas reprodutivas similar ao de março. Entre agosto e outubro ocorreu um pico intermediário destas fêmeas, que contribuiu para o recrutamento no verão. A menor quantidade de juvenis após a principal desova (fevereiro, março e abril) pode ser explicada pela migração ou pelo efeito da abertura da pesca, que ocorre em junho. A proporção entre os sexos foi próxima a 1:1, porém, em escala espacial, notou-se maior quantidade de fêmeas reprodutivas em locais mais rasos. Esta distribuição diferencial entre os sexos pode estar associada í­Â  estratégia reprodutiva das fêmeas, neste caso, áreas mais apropriadas para a desova. O atual defeso ocorre entre março e maio e, pelos resultados obtidos sobre a frequência de fêmeas reprodutivas, sugere-se a inclusão de fevereiro.

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Publicado

2018-11-12

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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