Caracterização socioeconômica da pesca artesanal do camarão sete-barbas em Porto Belo, SC
Palavras-chave:
Xiphopenaeus kroyeri, pesca de arrasto, aspectos socioeconômicosResumo
A pesca de arrasto artesanal motorizada, com portas, dirigida ao camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri) é realizada no litoral catarinense desde 1960, gerando emprego e renda e mantendo viva a tradição cultural açoriana. A caracterização socioeconômica da pesca artesanal foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, com questionários aplicados a 31 pescadores entre julho/2010 a junho/2011. Os entrevistados tinham idade entre 28 e 63 anos, eram casados (80,6%), tinham 1° grau incompleto (61,3%) e cerca de 65,0% estavam há mais de 30 anos na atividade. As embarcações eram próprias (93,5%), de 7,0-11,5 m, com casaria (83,9%), motor 18 HP (61,3%), redes de 5-7 braças (90,3%) e malhas de 3-4 mm (58,1%). Pescavam entre São Francisco do Sul e Florianópolis, com jornada de trabalho de 10-14 h dia-1, 4-6 dias semana-1 (80,6%), entre 6-8 meses ano-1, em profundidades de 2,0-33,0 m. A captura mínima de camarões foi de 0,5 a 10,0 kg dia-1 e a máxima, de 230 a 1.200 kg dia-1, proporcionando uma renda bruta mensal entre 1 e 2 salários mínimos (67,7%).







