Probabilidade de emigração dos pescadores de bagre da amazônia: implicações para o manejo

Autores

  • Adriana Rosa CARVALHO State University of Goiás. Laboratory of Ecological Research and Science Education. Post doc research of Environmental Evaluation Unit, Department of Environmental and Geographical Sciences at University of Cape Town, South Africa)
  • José Fernandes BARROS Sociólogo e pesquisador do PYRÁ -  Programa Integrado em Recursos Aquáticos da várzea, Universidade Federal do Amazonas, Manaus, Brasil. - Sociologist,reserach of PYRÁ -  Integrated Program in Aquatic resources of the floodplain, at University of Amazon, Manaus, Brazil

Palavras-chave:

environmental exodus, Brachyplatystoma sp, Amazonian catfish fishers, socio-economic characteristics, fishery management, participative management

Resumo

Este estudo objetivou determinar a probabilidade de emigração entre os pescadores de bagres amazônicos. Foram entrevistados 2.105 pescadores de agosto-2002 a maio-2003. O canal principal do Rio Solimões-Amazonas foi dividido em cinco regiões com caracterí­­sticas socioeconômicas, institucionais e de pesca distintas. Um modelo de regressão logí­­stica foi aplicado para verificar qual destas caracterí­­sticas influenciaria a probabilidade de emigração estimada para o canal principal do rio e em cada uma das cinco regiões. Os resultados indicam baixa probabilidade de emigração no canal e para todas as regiões, mas principalmente no Estuário (P = 0,1), que tem melhor estrutura organizacional e oportunidades de empregos indiretos. A probabilidade de emigração aumenta discretamente rio acima. Consequentemente, Tabatinga teve a maior probabilidade de êxodo ambiental (P = 0,5). Os pescadores mais propensos a emigrar são aqueles que vivem na comunidade há menos tempo, aqueles que pescam há menos tempo e aqueles não filiados í­Â  Colônia de Pesca. Uma vez que este resultado é oposto ao esperado pelas agências de manejo da pesca, a importí­¢ncia do comanejo e da inclusão das perspectivas e interesses dos pescadores no manejo pesqueiro é brevemente discutida, em oposição í­Â  abordagem tradicional, que é focada apenas em avaliação de estoques.

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Publicado

2018-11-03

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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