Estrutura populacional de Macrobrachium amazonicum em dois lagos de várzea da Amazônia

Autores

  • Tiago Viana da COSTA Zootecnista, Prof. Assistente do Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia, da Universidade Federal do Amazonas
  • Luciana Antunes de MATTOS Bióloga, Estação de Biologia Marinha da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
  • Noedson de Jesus Beltrão MACHADO Zootecnista, Mestrando do PPG Zootecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2016v42n2p281

Palavras-chave:

Amazonas, camarão-da-amazônia, camaroeira, Catispera, Macurany

Resumo

Macrobrachium amazonicum é uma espécie de camarão amplamente consumida pelas comunidades tradicionais da Bacia Amazônica, sendo capturada de forma artesanal ao longo de todo ano e especialmente no perí­­odo de seca amazônica, quando se concentra no interior dos lagos de várzea. O objetivo deste trabalho foi avaliar a estrutura populacional deste crustáceo nos lagos do Macurany e do Catispera, ambos situados no municí­­pio de Parintins/Amazonas, a partir dos seguintes aspectos: comprimento total, razão sexual, distribuição temporal, fecundidade e perí­­odo reprodutivo. Espécimes de M. amazonicum foram coletados mensalmente, de setembro de 2009 a abril de 2010, utilizando-se artes de pesca regionais (camaroeiras). Considerando os dois lagos, os tamanhos médios de machos e de fêmeas e a fecundidade total foram significativamente maiores no lago do Catispera. A maior fêmea oví­­gera foi registrada no lago do Catispera (56,2 mm de CT) e a menor, no lago do Macurany (18,3 mm de CT). Indiví­­duos sexualmente indiferenciados foram capturados ao longo de todo o perí­­odo de coletas nos dois lagos. Na população estudada, verificou-se maior proporção de fêmeas, sendo o maior desvio registrado no lago do Macurany (1:2,6). O perí­­odo de enchente-cheia (dezembro-abril) foi identificado como o de ocorrência do pico reprodutivo desta espécie na região. Possivelmente, o momento de maior vazão do rio e transbordamento da água dos lagos favorece a dispersão das larvas.

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Publicado

2016-06-30

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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