Efeito da frequência alimentar no crescimento de juvenis de bijupirá Rachycentron canadum criados em tanques tipo "near-shore"

Autores

  • Cauê Bonucci MOREIRA Laboratório de Peixes e Ornamentais Marinhos (LAPOM), Departamento de Aquicultura, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Artur Nishioka ROMBENSO Center for Fisheries, Aquaculture and Aquatic Science (CFAAS), Southern Illinois University Carbondale (SIUC) http://orcid.org/0000-0002-4723-0888 (não autenticado)
  • Fernanda Braz CANDIOTTO Laboratório de Piscicultura Marinha e Estuarina (IO-FURG), Universidade Federal de Rio Grande (FURG)
  • Mônica Yumi TSUZUKI Laboratório de Peixes e Ornamentais Marinhos (LAPOM), Departamento de Aquicultura, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Palavras-chave:

manejo alimentar, desempenho zootécnico, peixe marinho

Resumo

O desempenho de juvenis de bijupirá Rachycentron canadum (15,7 ± 0,4 g; média ± DP) criados em tanques-rede de 1 m³, em uma baí­­a protegida, 24,0 ± 2,1°C, alimentados com ração comercial brasileira (45% de proteí­­na bruta e 16% de gordura) até saciedade aparente, fornecida em uma (F1), duas (F2) e três (F3) refeições por dia, durante 30 dias, foi avaliado. A densidade de estocagem inicial foi de 0,6 kg m-3. O desempenho de produção de juvenis de bijupirá foi afetado significativamente pela frequência alimentar. Grupos alimentados duas e três vezes ao dia apresentaram crescimento maior e mais eficiente do que os grupos F1. Não houve diferença entre os tratamentos F2 e F3 para o ganho em peso (15,6 ± 1,5 g e 16,3 ± 2,0 g, respectivamente), taxa de crescimento especí­­fica (TCE: 2,3 ± 0,3% e 2,5 ± 0,4% do peso corporal diário, respectivamente) e conversão alimentar aparente (CAA: 2,3 ± 0,2 e 2,5 ± 0,3, respectivamente). No entanto, os tratamentos F2 e F3 promoveram melhores resultados comparados ao tratamento F1 (ganho em peso: 8,4 ± 1,1 g; TCE = 1,4 ± 0,2%; CAA = 3,2 ± 0,6) (p<0,05). O coeficiente de variação foi inversamente proporcional ao aumento da frequência alimentar. Não houve diferença significativa para taxa de sobrevivência, sendo superior a 90% em todos os tratamentos. Este trabalho sugere que o desempenho do crescimento de juvenis de bijupirá criados em condições do presente estudo pode ser otimizado quando alimentados duas vezes ao dia, facilitando os procedimentos de criação e minimizando os custos relacionados com mão-de-obra e embarcação.

Downloads

Publicado

2018-11-17

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)