EFEITO LETAL E SUBLETAL DA AMÔNIA SOBRE O LAMBARI (Deuterodon iguape, Eigenmann 1907), ESPÉCIE POTENCIAL PARA A AQUICULTURA BRASILEIRA

Autores

  • Edison Barbieri Instituto de Pesca, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios -  APTA, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Governo do Estado de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-7423-3726 (não autenticado)
  • Rafaela Marina Lenz Universidade Federal da Fronteira Sul image/svg+xml
  • América Andrade de Nascimento Universidade Federal da Fronteira Sul image/svg+xml
  • Genésio Lopes de Almeida Instituto de Pesca, Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientí­­fica -  PIBIC
  • Larissa Yoshida Roselli Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” -  UNESP, Programa de Pós-graduação em Biodiversidade
  • Marcelo Barbosa Henriques Instituto de Pesca, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios -  APTA, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Governo do Estado de São Paulo http://orcid.org/0000-0003-1419-9121 (não autenticado)

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.1.440

Palavras-chave:

Lambari, LC50, Compostos nitrogenados, relação O:N, aquacultura

Resumo

O cultivo do lambari, Deuterodon iguape, abastece grande parte do mercado brasileiro com iscas vivas para a pesca esportiva. As altas densidades utilizadas para maximizar a produção podem aumentar a concentração de amônia. A fim de avaliar os efeitos subletais e letais de diferentes concentrações de nitrogênio amoniacal (amônia não ionizada mais amônia ionizada), D. iguape foram expostos a este xenobiótico. Os valores de CL50 para 24, 48, 72, 96 h de amônia-N foram 6,17; 5,57; 3,88 e 2,90 mg/L a 23 ° C. Os valores de CL50 de 24, 48, 72, 96 h de NH3-N (amónia não ionizada) foram de 0,015; 0,013; 0,009 e 0,007 mg/L. O consumo especí­­fico de oxigênio aumentou nas concentrações de nitrogênio amoniacal testadas. Os valores para as concentrações de 0,1; 0,25; 0,5 e 1,0 mg/L foram: 0,25, 0,33; 0,31 e 0,44 mgO2/g h. Na concentração de 1,0 mg/L de cloreto de amônio houve aumento de 41,33% no ní­­vel de consumo em relação ao controle. A excreção de amônia também aumentou com o aumento da concentração de nitrogênio amoniacal. Os peixes excretaram, em média, 0,0320; 0,0364; 0,0368 e 0,0370 mg/g/h de amônia. Comparando esses resultados com as médias de excreção de amônia do controle (0,0 mg/L), observou-se que esses valores representam um aumento na excreção de 146%, 177%, 189% e 184%, respectivamente. Após 24 h de exposição í­Â  amônia, a relação O: N diminuiu em 43,46%. Nossos resultados indicam efeitos metabólicos pronunciados e aumento da toxicidade com o aumento das concentrações de amônia. Recomendamos evitar concentrações superiores a 0,25 mg/L de NH3-N na água da cultura para o D. iguape.

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Publicado

2019-02-13

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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