Densidade de estocagem do lambari-do-rabo-amarelo (Astyanax lacustris) em viveiros escavados para aquicultura em pequena escala
DOI:
https://doi.org/10.20950/1678-2305/bip.2026.52.e998Palavras-chave:
Crescimento, Modelo logístico, Qualidade da água, Ingestão alimentarResumo
O lambari-do-rabo-amarelo, Astyanax lacustris, é uma espécie de pequeno porte adequada para piscicultura em pequena escala. Cinco densidades de estocagem (10, 25, 50, 75 e 100 peixes/m2) foram avaliadas em três ciclos de produção. As unidades experimentais foram viveiros escavados de 50 m2, com reposição mínima de água para compensar as perdas por infiltração e evaporação. Peixes de 60 dias de idade (5,67 ± 0,10 cm e 2,67 ± 0,16 g) foram alimentados com dieta comercial duas vezes ao dia em ciclos de produção de 45 dias. As densidades de estocagem influenciaram o crescimento do lambari. O crescimento do lambari em todos os tratamentos apresentou bom ajuste ao modelo logístico, mas as densidades mais baixas resultaram em maiores taxas de crescimento e maiores tamanhos assintóticos. Entre os parâmetros de desempenho produtivo, o ganho em peso diário e a taxa de crescimento específico foram inversamente proporcionais à densidade de estocagem, enquanto o número de peixes e biomassa produzida por área foram diretamente proporcionais. Esses resultados de crescimento foram associados com a redução da qualidade de água e da ingestão alimentar em maiores densidades de estocagem. A densidade dos peixes não afetou a conversão alimentar (variando de 1,44 a 1,58), mas influenciou o rendimento de carcaça (82,00 a 83,85%). Nas condições deste estudo, densidades de estocagem intermediárias apresentaram bom balanço entre crescimento e produtividade por área.
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