Bioindicadores neotropicais de ecotoxicidade e risco ambiental de fármacos de interesse para aquicultura

Autores

  • Taise FLORÊ NCIO Universidade Estadual Paulista, Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais em Matologia (NEPEAM)
  • Silva Patrícia CARRASCHI Centro de Aquicultura da UNESP (CAUNESP) e NEPEAM/UNESP http://orcid.org/0000-0002-5170-8901 (não autenticado)
  • Claudinei da CRUZ Laboratório de Ecotoxicologia e Eficácia dos Agrotóxicos (LEEA), Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos http://orcid.org/0000-0003-4064-0718 (não autenticado)
  • Adilson Ferreira da SILVA Universidade Estadual Paulista, Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais em Matologia (NEPEAM)
  • Aline Marcari MARQUES Centro de Aquicultura da UNESP (CAUNESP) e NEPEAM/UNESP
  • Robinson Antonio PITELLI Universidade Estadual Paulista, Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais em Matologia (NEPEAM

Palavras-chave:

toxicidade, drogas, segurança ambiental, organismos não alvo

Resumo

Os objetivos deste estudo foram avaliar a toxicidade aguda (CL/CE50) e o risco ambiental do toltrazuril (TOL) e do florfenicol (FFC) para a planta aquática Lemna minor, o caramujo Pomacea canaliculata, os peixes Piaractus mesopotamicus e Hyphessobrycon eques e o microcrustáceo Daphnia magna. Os organismos foram aclimatados em salas de bioensaio de acordo com as normas vigentes para cada organismo. Estes foram expostos í­Â s concentrações nominais em sistema estático. Para a avaliação do risco ambiental (RQ) foi utilizada a concentração ambiental estimada (CAE), concentração indicada para tratamento e a concentração letal ou efetiva (CL/CE50) de cada fármaco em exposição aguda. O FFC apresentou CL50;7d de 97,03 mg L-1 para L. minor; >100,0 mg L-1 para P. mesopotamicus e H. eques e CE50;48h > 100,0 mg L-1 para P. canaliculata e para D. magna, e causa baixo risco (RQ = 0,01) para os bioindicadores. O TOL apresentou CL50;7d >100,0 mg L-1 para L. minor, 3,72 mg L-1 para P. mesopotamicus; 6,22 mg L-1 para o H. eques e CE50;48h de 7,59 mg L-1 para P. canaliculata e 18,57 mg L-1 para D. magna, e causa baixo risco (RQ = 0,01) para L. minor e alto risco para P. mesopotamicus (RQ = 2,68); para H. eques (RQ = 6,22), para P. canaliculata (RQ = 1,31) e para D. magna (RQ = 0,53). Lemna minor é o melhor bioindicador da toxicidade do FFC e H. eques, bioindicador do TOL. O FFC é seguro para uso na aquicultura, porém o TOL causa risco para os bioindicadores.

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Publicado

2018-11-17

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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