Quimioproteção da polpa da fruta amazônica Mauritia flexuosa contra a toxicidade da amônia e nitrito em pós-larvas do camarão Litopenaeus vannamei

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305/bip.2022.48.e679

Palavras-chave:

bioactive molecules, nitrogen compounds, functional feed, sustainable aquaculture

Resumo

Foi avaliada a quimioproteção do "buriti†Mauritia flexuosa (inclusão na dieta: 0-grupo controle; 1,25; 2,50; 5,00; e 10,00% P/P) em pós-larvas (PL) de Litopenaeus vannamei expostas í­Â  amônia ou nitrito. As variáveis analisadas incluí­­ram respostas antioxidantes (ACAP) e de dano oxidativo (TBARS) e teores de carotenoides totais. Os resultados obtidos indicaram que não houve diferenças significativas (p >0,05) nas variáveis zootécnicas entre as dietas. O conteúdo de carotenoides nas PL (R2 = 0,86), ACAP (R2 = 0,78), e TBARS (R2 = 0,91) mostraram um relação dose-resposta com os ní­­veis de inclusão de "buriti†(p <0,05). Após 43 dí­­as, os camarões juvenis foram expostos por 96 h í­Â  amônia (0,48 mg NH3-N L-1) ou í­Â  nitrito (40 mg NO3 L-1). Uma elevada capacidade antioxidante contra radicais peroxil foi observada em PL alimentadas 2,50 e 5,00% de "buriti†(exposição í­Â  amônia), ou 5,00 e 10,00 % (exposição í­Â  nitrito) de inclusão de "buritiâ€Â. O conteúdo de glutationa reduzida foi superior em camarões expostos í­Â  amônia e alimentados com 10.00% de "buritiâ€Â. Os ní­­veis de peroxidação lipí­­dica foram inferiores em camarões expostos í­Â  amônia ou nitrito e previamente alimentados com ní­­veis de inclusão de buriti superiores a 2,50%. O aumento de capacidade antioxidante e redução da peroxidação lipí­­dica nos organismos expostos í­Â  amônia ou nitrito que previamente foram suplementados com "buriti†sugere uma resposta hormética, incrementando a resiliência de L. vannamei frente a compostos nitrogenados, recomendando o uso deste fruto como agente quimioprotetor.

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Publicado

2022-05-20

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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