Produção de alface (Lactuca sativa) em efluentes de um cultivo de tilápias mantidas em sistema BFT em baixa salinidade

Autores

  • Guilherme Luis LENZ Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Departamento de Aquicultura, Laboratório de Camarí­µes Marinhos -  Setor Tratamento de Efluentes, Curso de Graduação em Engenharia de Aquicultura
  • Emerson Giuliani DURIGON Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Laboratório de Aquicultura (LAQ), Laguna-SC, Brasil. Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia (PPGZOO/UDESC) http://orcid.org/0000-0001-5760-3070 (não autenticado)
  • Katt Regina LAPA Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Departamento de Aquicultura, Laboratório de Camarí­µes Marinhos -  Setor Tratamento de Efluentes, Curso de Graduação em Engenharia de Aquicultura http://orcid.org/0000-0002-0130-5389 (não autenticado)
  • Maurício Gustavo Coelho EMERENCIANO Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Departamento de Engenharia de Pesca, Laboratório de Aquicultura (LAQ)

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n4p614

Palavras-chave:

aquicultura sustentável, integração de culturas, água salobra, aquaponia, sistema de recirculação aquí­­cola (SRA)

Resumo

No presente experimento verificou-se o efeito da salinidade no desempenho produtivo de diferentes cultivares de alface (Lactuca sativa) em um sistema de aquaponia utilizando a tecnologia de bioflocos. O experimento consistiu de dois sistemas independentes com duas salinidades: 0 ppt (DOCE) e 3 ppt (SAL). Foram estocados juvenis de tilápia (Oreochromis niloticus) em biomassa relativa de 6,1 kg m-3, e nas bancadas hidropônicas (tipo floating) foram mantidas três variedades de alface: roxa, lisa e crespa, na densidade de 20 plantas m-2. Os parí­¢metros zootécnicos dos peixes não apresentaram diferenças estatí­­sticas entre os tratamentos, exceto o í­­ndice hepatossomático, que foi mais elevado em 3 ppt (4,35%) quando comparado ao registrado em 0 ppt (3,07%) (P<0,05). De maneira geral, a produtividade das variedades de alface foi superior em água doce (1,21 kg m-2) em relação í­Â  água salobra (0,8 kg m-2) (P<0,05). Considerando a maioria dos parí­¢metros fito-técnicos avaliados, os valores apresentados pela variedade roxa foram superiores aos registrados para as variedades lisa e crespa. Já no tocante ao í­­ndice de qualidade de plantas (IQP), a variedade roxa em água salobra foi a que apresentou as melhores notas, com folhas mais í­­ntegras e coloração mais intensa. Os resultados demonstraram que é possí­­vel integrar a criação de tilápia com a produção de alface roxa em sistemas de aquaponia com tecnologia de bioflocos e baixa salinidade.

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Publicado

2017-12-15

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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