Metodologia de amostragem de solo para a determinação do potencial redox em viveiros de cultivo de água doce e salgada

Autores

  • Mauricio Lehmann Colégio Agrí­­cola Carlos Gomes de Oliveira (CASGO), Universidade Federal de Santa Catarina, Araquarí­­, SC http://orcid.org/0000-0001-5726-075X (não autenticado)
  • Luis Vinatea Laboratório de Camarí­µes Marinhos, Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC

Palavras-chave:

eletronegatividade de solos, Ictalurus punctatus, Litopenaeus vanamei, viveiros de cultivo

Resumo

Pouco se conhece a respeito do comportamento do potencial redox em viveiros de cultivo e de sua relação com a produção. O uso deste recurso pode ser útil no manejo de viveiros para evitar a produção de substí­¢ncias reduzidas e potencialmente tóxicas. A dificuldade de se conseguir uma amostra que permita uma leitura do valor do potencial redox dentro do horizonte desejado é um obstáculo í­Â  obtenção deste conhecimento. Este trabalho propõe uma metodologia que utiliza um coletor de amostras voltado para as necessidades deste tipo de trabalho. O equipamento foi elaborado com materiais disponí­­veis, sendo de fácil construção e passí­­vel de ser operado por uma única pessoa. O método permite a visualização da amostra para a introdução do eletrodo ORP no horizonte desejado. O trabalho foi realizado em duas fazendas: uma de cultivo de catfish e outra de camarões marinhos. Observou-se o comportamento do potencial redox do solo por um perí­­odo de 50 dias, durante o qual os viveiros foram amostrados em doze regiões diferentes. Verificou-se que o comportamento nos dois viveiros foi diferente e que o manejo diferenciado pode ter influência sobre o comportamento dos valores do potencial redox. Os valores do potencial redox no viveiro de catfish apresentaram-se de maneira estável, porém, negativa. Já no viveiro de camarões houve uma forte baixa dos valores, tendendo a estabilização após o vigésimo dia de observação.

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Publicado

2018-11-01

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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