Maturação da ostra nativa Crassostrea gasar submetida a diferentes dietas em laboratório
Palavras-chave:
microalgas, Chaetoceros mí¼elleri, Isochrysis galbana, desenvolvimento gonádicoResumo
Este estudo avaliou a influência de diferentes dietas microalgais sobre a maturação do tecido gonádico da ostra nativa Crassostrea gasar em laboratório, entre março e maio de 2010, totalizando 60 dias. Noventa e seis ostras, coletadas em cultivo experimental localizado em Florianópolis/SC, foram transferidas para o laboratório e submetidas a três tratamentos de alimentação: Isochrysis galbana, Chaetoceros müelleri e uma dieta mista das duas espécies na proporção de 1:1. As ostras foram acondicionadas em unidades experimentais de 3 L com vazão de 300 mL min-1 de água e aeração constante. A alimentação foi fornecida em sistema de fluxo contínuo, na densidade de 16 x 104 células mL-1. A temperatura e salinidade média da água durante o período experimental foram 24,36 ± 1,23°C e 29,4 ± 3,08 respectivamente. Quinzenalmente, foram realizadas análises histológicas de seis indivíduos amostrados aleatoriamente de cada tratamento. O índice de condição foi calculado no início e no fim do experimento. A altura e peso iniciais das ostras foram 68,25 ± 6,73 mm e 60,89 ± 14,19 g respectivamente, e a altura e peso finais foram 69,20 ± 5,97 mm e 70,04 ± 17,42 g respectivamente. A proporção sexual nos tratamentos foi 1,2 macho para cada fêmea e 19,5% das ostras foram consideradas indeterminadas. O índice de condição não foi afetado pelos tratamentos e não houve melhora na maturação do tecido gonádico da ostra nativa C. gasar submetida a diferentes dietas microalgais durante o período de acondicionamento.







