Al, Cd, Cr, Cu, Fe, Mn, Ni, Pb E Zn EM MEXILHí­-ES COLETADOS NA BAÍA DE SANTOS, SÃO PAULO, BRASIL: LIMITES PRECONIZADOS PELA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

Autores

  • Marcos Bührer CAMPOLIM Instituto Florestal, Secretaria do Meio Ambiente, Governo do Estado de São Paulo
  • Marcelo Barbosa HENRIQUES Instituto de Pesca, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios -  APTA, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Governo do Estado de São Paulo http://orcid.org/0000-0003-1419-9121
  • Edison BARBIERI Instituto de Pesca, Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios -  APTA, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, Governo do Estado de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-7423-3726

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2018.44.4.374

Palavras-chave:

bioacumulação, elemento traço, moluscos bivalves, Perna perna, poluição costeira

Resumo

Este estudo quantificou e avaliou as concentrações dos elementos traços metálicos Al, Cd, Cr, Cu, Fe, Mn, Ni, Pb e Zn em mexilhões Perna perna na ilha Urubuqueçaba, baí­­a de Santos, São Paulo, Brasil. Esta região apresenta atividades portuárias e industriais, além de alta densidade populacional. As coletas em bancos naturais do mexilhão ocorreram em oito campanhas, duas por estação do ano, totalizando 240 amostras, no perí­­odo de abril de 2010 a junho de 2011. A determinação da concentração dos metais foi realizada empregando Espectrometria de Absorção Atômica í  AAS. O tratamento estatí­­stico utilizou o Software PAST 1 utilizando p < 0,05 como significativo. As concentrações médias, em µg g-1 de peso úmido obedeceram a seguinte ordem: Cd (0,11), Cr (0,37), Pb (0,38), Cu (1,63), Ni (2,31), Mn (2,33), Zn (27,11), Fe (179,97) e Al (375,23). Os resultados foram comparados com outros estudos realizados com mexilhões e com as normas brasileiras que estabelecem concentrações máximas permitidas para o consumo humano e somente o Cr apresentou concentrações acima do permitido pelas normas brasileiras.

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Publicado

2018-12-27

Edição

Seção

Nota cientí­­fica (Short Communication)

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