FARELO DE SOJA NA DIETA DE JUVENIS DE PIRARUCU

Autores

  • Kaila de Assis CERDEIRA Universidade Federal do Amazonas -  UFAM, Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia / Universidade Nilton Lins, Programa de Pós-graduação em Aquicultura
  • Karla Jaqueline Nogueira da Silva e SOUZA Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Laboratório de Fisiologia aplicada Á  Piscicultura
  • Jefferson Barros FERREIRA Universidade Nilton Lins, Programa de Pós-graduação em Aquicultura
  • Aline ZAMPAR Universidade do Estado de Santa Catarina -  UDESC, Departamento de Zootecnia
  • Eduardo Akifumi ONO Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Laboratório de Fisiologia aplicada Á  Piscicultura
  • Elizabeth Gusmão AFFONSO Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Laboratório de Fisiologia aplicada Á  Piscicultura http://orcid.org/0000-0003-0080-8635 (não autenticado)

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2018.318

Palavras-chave:

peixe nativo, nutrição, fisiologia, substituição de proteí­­na, peixe carní­­voro

Resumo

Para avaliar os efeitos da proteí­­na do farelo de soja (FS), substituindo a proteí­­na da farinha de peixe (FP) na alimentação de juvenis de pirarucu, foram testadas cinco dietas isoproteicas (46% PB) e isocalóricas (4800 kcal kg-1 EB), contendo 0, 15, 30, 45 e 60% de substituição. Cento e cinco exemplares (233,5 ± 11,5 g) foram distribuí­­dos em 15 tanques (200 L), alimentados três vezes ao dia, até saciedade aparente, por 120 dias. Os maiores ganho de peso foram obtidos até 30% de substituição, sem diferenças significativas para taxa de crescimento especí­­fico, conversão alimentar aparente, consumo médio diário de ração e consumo médio diário de proteí­­na com até 45% de FS. Não houve diferenças estatí­­sticas para sobrevivência, fator de condição, í­­ndice hepatossomático e ví­­scerossomático e nas análises bioquí­­micas, exceto colesterol. Os valores hematológicos diminuí­­ram com os ní­­veis de substituição, com elevação do Volume Corpuscular Médio, indicando provável quadro de anemia em 60% de FS e de hipocolesterolemia. Dietas com 15 e 30% de FS foram mais viáveis, sugerindo a substituição até 30% da FP pelo FS (inclusão de 22%) em dietas para pirarucu (200 a 1.200 g), sem prejuí­­zos aos parí­¢metros zootécnicos, saúde dos peixes e menor custo de produção.

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Publicado

2018-12-22

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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