Oxitetraciclina para marcação quí­­mica de juvenis de piava Leporinus obtusidens: determinação de doses e duração do tratamento

Autores

  • Mariana Roza de ABREU Programa de Pós-Graduação em Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) http://orcid.org/0000-0001-8675-1101
  • Túlio Barbosa ARANTES Programa de Pós-Graduação em Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • Samara HERMES-SILVA Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Agua Doce (LAPAD -  UFSC). Bolsista PNPD/CAPES
  • Evoy ZANIBONI-FILHO Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce (LAPAD-UFSC)

Palavras-chave:

escama, marcação maciça, estruturas calcificadas

Resumo

O objetivo deste estudo foi definir concentrações e tempos de imersão para a marcação quí­­mica de juvenis de Leporinus obtusidens por meio de oxitetraciclina (OTC). Foram utilizados 20 juvenis por tratamento, submetidos a banhos com seis concentrações de OTC (50, 100, 150, 300, 500, 800 mg L-1) e três tempos de imersão (6, 12, 24 h) mais um tratamento controle. Escamas de três indiví­­duos por tratamento foram avaliadas em microscópio confocal com luz UV. Os valores médios de temperatura, pH e OD mantiveram-se em 27,4°C; 7,2 e 7,4 mg L-1, respectivamente. Em nenhum dos tratamentos foi observada mortalidade. A presença da marca só foi observada a partir do tratamento 100 mg L-1 24 h-1, sendo de fraca intensidade. Os tratamentos com 12 e 24 h produziram marcas visí­­veis para 300 mg L-1 e fortemente visí­­veis e contí­­nuas para 500 mg L-1. Nos tratamentos com 800 mg L-1, todos os tempos de exposição produziram marcas fortemente visí­­veis e contí­­nuas.

Referências

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Publicado

2018-11-16

Edição

Seção

Nota cientí­­fica (Short Communication)

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