Relação comprimento-peso de espécies de peixes comerciais capturadas na costa central do Espírito Santo, sudeste do Brasil

Autores

  • Clara de Oliveira Xavier Universidade Federal do Espírito Santo – Departamento de Oceanografia e Ecologia – Laboratório de Bioecologia Marinha – Vitória (ES), Brasil. https://orcid.org/0009-0004-5887-1914
  • Patrick Lopes Serrão Leal Universidade Federal do Espírito Santo – Departamento de Oceanografia e Ecologia – Laboratório de Bioecologia Marinha – Vitória (ES), Brazil. https://orcid.org/0009-0002-0043-6739
  • Joelson Musiello-Fernandes Universidade Federal do Espírito Santo – Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas – Laboratório de Pesca e Aquicultura – São Mateus (ES), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-6609-4474
  • Mauricio Hostim-Silva Universidade Federal do Espírito Santo – Departamento de Ciências Agrárias e Biológicas – Laboratório de Pesca e Aquicultura – São Mateus (ES), Brasil. https://orcid.org/0000-0001-5061-9125
  • Natalia Priscila Alves Bezerra Universidade Federal do Espírito Santo – Departamento de Oceanografia e Ecologia – Laboratório de Bioecologia Marinha – Vitória (ES), Brasil. https://orcid.org/0000-0002-4203-8408

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305/bip.2026.52.e995

Palavras-chave:

artisanal fisheries, allometry, population dynamics, marine environments, fisheries management

Resumo

Este estudo teve como objetivo estabelecer relações de comprimento–peso (LWR) para espécies de peixes capturadas pela frota artesanal na costa central do Espírito Santo, Brasil. Embora o ponto de desembarque fosse específico, os peixes foram capturados em diversas áreas, indicando uma abrangência espacial maior. Os dados foram coletados entre fevereiro de 2023 e julho de 2024, incluindo o apetrecho de pesca, o local de captura, o comprimento  (CT) e o peso (PT) dos espécimes. Foram medidos 1.484 indivíduos, representando 12 espécies distribuídas em seis ordens e 10 famílias. Haemulidae foi a família mais representada, e Haemulon aurolineatum foi a espécie mais abundante. Caranx crysos e Balistes capriscus apresentaram os maiores comprimentos (35,50 e 34,59 cm), enquanto H. aurolineatum e Cynoscion jamaicensis apresentaram os menores (20,39 e 22,99 cm). Caranx crysos e Cephalopholis fulva foram as únicas espécies que apresentaram crescimento isométrico e alométrico, respectivamente (b = 2,94; b =3,08). As demais espécies apresentaram crescimento alométrico negativo, com a variando de 0,006 a 3, 798, b de 1,152 a 3,08 e r2 de 0,4758 a 0,9636. Esses resultados fornecem informações biológicas para espécies comerciais importantes e subsidiam futuras ações voltadas ao manejo sustentável da pesca e à conservação no Espírito Santo.

Referências

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2026-05-08

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