ESTUDO DA MORTALIDADE DE Paralonchurus brasiliensis (TELEÓSTEI, SCIAENIDAE), EM ÁREA DE PESCA DO CAMARÃO-SETE-BARBAS (Xiphopenaeus kroyeri).

Autores

  • Francisco Manoel de Souza BRAGA Pesquisador do CNPq, Departamento de Zoologia , Instituto de Biociências ,UNESP

Palavras-chave:

taxa de mortalidade total, taxa de mortalidade natural, taxa de mortalidade pela pesca, Sciaenidae, Paralonchurus brasiliensis, área do camarão-sete-barbas

Resumo

Analisaram-se as taxas de mortalidade em Paralonchurus brasiliensis, capturada no litoral norte do Estado de São Paulo, em local de pesca do camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri). Inicialmente estimou-se em 26,3 centí­­metros o valor do comprimento assintótico (L∞) e em 0,274 ano-1 o valor do coeficiente de crescimento (k), estimado através da plotagem de Beverton, utilizando-se os comprimentos médios obtidos pela decomposição das modas em papel de probabilidade. A taxa instantí­¢nea de mortalidade total (Z) foi estimada em 0,460 ano-1 e a taxa instantí­¢nea de mortalidade natural (M), em 0,405 ano-1. Com isso, pôde-se estimar a taxa instantí­¢nea de mortalidade pela pesca (F), que foi de 0,055 ano-1, cujo baixo valor decorre de não haver um esforço de pesca dirigido í­Â  espécie. Portanto, pôde-se verificar que Z é próxima de M. A taxa de sobrevivência anual (S) foi alta, 63,1%, em relação í­Â  de mortalidade anual (A), de 36,9%. Apesar de P. brasiliensis ser uma espécie não visada pela pesca comercial, por existir uma intensa pesca sobre o camarão-sete-barbas, há uma atuação indireta sobre ela. Por ser uma espécie demersal costeira, com o ciclo de vida adaptado a regiões rasas, sugere-se atenção em relação a um melhor conhecimento de sua participação no rejeitado das capturas dirigidas a outras espécies.

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Publicado

2018-09-04

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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